
Ano: 2010
Direção: José Padilha
Roteiro: Bráulio Mantovani
Gênero: Crime/Ação
Nascimento, dez anos mais velho, cresce na carreira: passa a ser comandante geral do BOPE, e depois Sub Secretário de Inteligência. Em suas novas funções, Nascimento faz o BOPE crescer e colocar o tráfico de drogas de joelhos, mas não percebe que ao fazê-lo, está ajudando aos seus verdadeiros inimigos: policiais e políticos corruptos, com interesses eleitoreiros. Agora, os inimigos de Nascimento, são bem mais perigosos. (Fonte: site oficial do filme)
Sucesso de bilheteria, ultrapassando inclusive o sucesso teen Eclipse e, segundo o próprio site do filme, conquistando o quarto lugar nas telonas brasileiras (incluindo filmes estrangeiros) Tropa de Elite 2 faz jus às suas expectativas. Com toda a certeza, eu digo, é um dos melhores filmes nacionais que eu já assisti, e não fica muito atrás de minhas produções favoritas norte americanas.
O filme é extremamente completo, tem tudo o que um longe de crime/ação precisa:
1º Um inimigo filho da puta. No caso de Tropa de Elite 2 não é só um, são vários. Mas não daqueles que você apenas sabe que é o inimigo e filho da puta, você quer que ele seja torturado e sofra como um filho da puta. Muito bem caracterizados, eles conseguem te deixar nos nervos e isso acaba fazendo com que você torça mais ainda para os mocinhos. Destaque para o ator Sandro Rocha que interpreta o Major Rocha, fazendo magistralmente um vilão que tão cedo eu não esquecerei... e não é só por ter o meu nome e ser a cara do pai da minha namorada.
2º Toque Noir. Flashback, narração filosofada, injustiças, herói decadente, ambigüidade moral, etc. Tudo feito de uma maneira muito boa, que talvez não seja a mais comum aos olhos brasileiros, mas que a meu ver deixa tudo muito mais envolvente.
3º Realismo. Para muitos herói é aquele que mata o inimigo e resolve tudo no final, mas essa não é a realidade em que vivemos. Tropa de Elite traduz muito bem essa realidade, nua e crua, é como se fosse um tapa em nossas caras. Até discuti com um Cabo no exército sobre isso. É realmente necessário mostrar tão bem a realidade assim nas telas do cinema, ou os filmes deveriam ser apenas um passa tempo para aliviar temporariamente os problemas de nossas vidas?
4º Ação agressiva. Sim, é a característica principal de Tropa de Elite. Em sua sequência vemos essa agressividade mudar um pouco. Alguns falaram que o filme é menos violento, o que não deixa de ser verdade, mas ao meu ver ele é apenas violento de outra maneira, mais psicológica. No decorrer do filme, comecei a acreditar que não teríamos mais cenas de ação, parecia um filme mais falado, mas quando menos esperei lá estavam os tiros e corpos deitando. Isso é excelente, não banaliza a ação e acaba deixando tudo mais satisfatório.
5º História inteligente. Gostei muito do enredo. Vai muito alem das características do cinema brasileiro, de tráfico e favela. Tropa 2 conseguiu se aproximar muito de um filme sobre máfia, que é o meu estilo preferido. Homens de terno que tiram vantagens dos mais fracos, cobram taxas de estabelecimentos para serem protegidos deles mesmos, etc. Demorou para os filmes brasileiros sobre crime saírem um pouco das favelas... e vai demorar muito para saírem completamente.
6º Um herói filho da puta. Sim, Coronel Nascimento é foda, muito foda, mas não por ajudar a sociedade e estar do lado do bem e bla bla bla bla. Todo mundo sabe que ele é foda pois é um baita de um filho da puta. O cara é o Jack Bauer brasileiro, onde não quer saber das ordens dos superiores, ele faz o que tem que ser feito para fazer o que é certo. Os fins justificam os meios. Com certeza é o melhor personagem da história do cinema nacional. Alguém discorda?
Preciso dizer mais alguma coisa?
RECOMENDADO!
Nota: 9
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Tropa de Elite 2 - O Inimigo agora é outro
Postado por Rocha. às 17:20 3 comentários
Marcadores: -Rocha., Análises, Cinema, Recomendações
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Centopéia Humana (The Human Centipede)

Ano:2009
Roteiro: Tom Six
Direção: Tom Six
Gênero: Horror/Drama
Um médico maluco resolve colocar sua experiência em prática: criar uma centopéia humana. Bom, já que o Cruor não está mais entre nós, a missão de assistir porqueira sobrou para mim.
Com certeza esse é um dos filmes mais doentes que eu já assisti. Um cientista conecta três pessoas pelo sistema digestivo, ou seja, um fica com a boca costurada no ânus do outro. Quando o primeiro se alimenta, uma hora deve defecar, alimentando assim o segundo, que ao fazer suas necessidades alimenta o terceiro. Doentio, não?
Mas a grande surpresa final do filme não é o cientista capturar todo mundo e transformar na centopéia. Isso já acontece no inicio e seu decorrer foca-se no adestramento, tortura e sofrimento das pessoas envolvidas na experiência. Me senti agoniado em algumas cenas. Acho que essa era justamente a intenção de quem fez esse filme, gerar um mal-estar em quem está assistindo.O começo é meio chatinho, da até vontade de passar de tanta curiosidade sobre o que está por vir. As duas garotas que viajam pelo Europa são genéricas de qualquer filme de terror, só que não são tão canastronas, que fazem piadinha nas horas perigosas, etc. Tem uma cena muito mal feita no inicio, onde as duas estão na floresta com o pneu do carro murcho, ai para um velho do lado dela, só que nenhuma entende o que ele está falando, até que uma pega o dicionário para conferir e de alguma maneira descobre que ele falou a palavra “FUCK”. Como isso é possível? A partir do que o homem dizia conseguiram achar a palavra no dicionário.
Outra coisa que eu não entendi, é que ele fez a operação no porão de sua casa, e existe uma escada no estilo caracol (não sei como se chama) para chegar lá, então como ele transportava a centopéia pela casa? Ele faz a experiência no porão e acorda eles na sala de casa. É humanamente impossível fazer o transporte da criatura.
O personagem principal da trama, o médico, para mim foi a coisa mais legal. Ele é doente, mas não genial igual ao Jigsaw dos Jogos Mortais. Ele conta muito com a sorte e faz as coisas muito à moda “miguelão”. Seus conhecimentos para a experiência se devem ao fato de ter sido no passado um grande médico especialista em separação de gêmeos siameses.Eu gostei mais do final do filme. Foi bem tenso e realmente me prendeu, não por ser chocante igual ao resto, mas sim pelo mistério envolvido. Com certeza essa foi uma das melhores cenas. Torci bastante para alguns personagens, isso conta imensos pontos comigo.
O filme não é ruim, nem considero mal feito, porem é muito apelativo. Não me deixou com sono e nem com vontade de parar, mas é o mesmo efeito de um seqüestro ao vivo na TV, você assiste não por estar se divertindo, mas sim para saber o que vai acontecer, curiosidade. Gostaria de saber a opinião de quem gosta do estilo e tenha experiência com o mesmo.
Nota: 5
Obs: Aprendi uma grande lição com o filme: nunca entrar na casa de um senhor estranho que vive em uma linda casa no meio da floresta.
Postado por Rocha. às 14:24 5 comentários
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O Golpista do Ano (I Love You Phillip Morris)

Ano: 2009
Roteiro: John Requa e Glenn Ficarra
Direção: John Requa e Glenn Ficarra
Gênero: Comédia/Drama
Steve Russell (Jim Carrey) é um pai de família, casado, freqüentador da igreja e trabalhador. Um dia sofre um acidente de carro, e de uma hora para outra revela ser homossexual e larga sua mulher para viver a vida com seu verdadeiro jeito de ser.
Para começar, quero expressar meu imenso desprezo com a tradução do nome do filme para a nossa língua. Sério? O Golpista do Ano? O que I Love You Phillip Morris tem a ver com O Golpista do ano? Isso é um assassinato com o que os produtores/diretores/roteiristas, sei lá, querem passam de mensagem com esse titulo. Certeza que quem faz isso não gosta e não entende de cinema. É a mesma coisa que traduzir o nome dos discos e das musicas dos artistas estrangeiros. “Smells Like a Teen Spirit” do Nirvana ia ser “Um mulato, um albino, um mosquito, minha libido”. Eles colocam uma mensagem do meio do filme no titulo, algo que você deveria pegar com o enredo e encaixar com o titulo.
Agora, vamos voltar para o filme. Confesso que estava com muita vontade de vê-lo, principalmente por ter Jim Carrey, e pelo enredo bizarro/estranho/curioso. Parecia ser um filme bem engraçado... bom, já viram o meu erro não é? Esse foi o motivo da minha decepção, esperar algo bem engraçado. Acho que nem era a proposta do filme. Não que o filme não tenha graça, tem sim, mas não lhe fará cagar tijolos rindo.
Os filmes do Jim Carrey em sua maioria seguem uma linha, por exemplo: O Mentiroso, o cara começa como mentiroso, e mente para tudo, até que um dia não pode mentir, e fala a verdade para as coisas que ele mentia antes. Ai que se encontra a graça dos filmes dele, essa inversão de personalidade do personagem. Assim como Sim Senhor, que era um cara que dizia não pra tudo, então começou a dizer sim. Eu, eu mesmo e Irene, um bundão que vira fodão. As Aventuras de Dick e Jane, um trabalhador honesto que vira assaltante. Todo Poderoso, um cara normal que vira deus. E assim por diante, entenderam meu pensamento né? Eu achava que I Love You Phillip Morris fosse assim, um cara normal que no meio do filme vira gay, só que não é assim. Ele se revela gay no começo do filme, e o enredo se foca nas outras coisas. Não foca nessa psicologia de mostrar como ele fazia as coisas sendo heterossexual e depois fazendo as mesmas coisas sendo homossexual. Senti falta disso.
O enredo foca-se bastante no personagem do Jim Carrey e sua relação com o amigo de cadeia. Se você é uma pessoa homofóbica, ou sei lá, tem problemas com a sua sexualidade, ou simplesmente não gosta desses temas que de uma certa forma mexem com o que não é “normal”, não assista, pois você pode ficar incomodado. É a mesma coisa que você ir no cinema e pagar para ver O Mentiroso e acabar assistindo O Segredo de Brokeback Mountain versão comédia.
Existe cena de beijo gay, sexo gay, romance gay, conversas gays, etc. Mas o mais
legal de tudo é que não foi tratado tipo “MEU DEUS ELE É GAY”, mas sim como algo normal, poderia ser uma relação de homem com mulher no filme que encaixaria perfeito com algumas modificações. Não existiu preconceito pelos personagens, não se toca no assunto de aceitação nem nada. Ou seja, o romance entre os personagens é o foco, e não “eles são gays e se amam”. Isso é um taboo da sociedade, pois acaba instigando as pessoas que assistem a fazer comentários.
Primeiro o filme engana de que será engraçadão, ai começa a montar um drama em torno dos personagens, que é bem bom e envolvente, você torcer para os personagens como uma comédia romântica “normal”. Então o filme brinca um pouco com os teus sentimentos, fazer você ter até mesmo raiva do personagem que você gostava, ou sentir pena, não sei, e então começa a voltar com a comedia de novo. Acabou ficando algo meio confuso.
As cenas de comédias todas se aliaram com uma trilha sonora espetacular. Acho até que foi uma das melhores trilha sonoras que já ouvi em filme de comédia. Deixa até os momentos um pouco mais épicos, é uma musiquinha que fica na cabeça e não tem muito a ver com e cena, mas que chega a ser tão nada a ver que combina tanto, entende?
No meio do filme, pode ficar um pouco entediante, em alguns momentos, você não vê futuro para o filme, mas apesar disso, eu garanto que o final é muito bem feito. A maneira como algumas coisas se encaixam é excelente, e uma palavra que já me zoaram por usar bastante: é genial.
Ah, e se você quer assistir para ver se o Rodrigo Santoro faz algo de legal no filme, esquece. Ele aparece mais do que nas Panteras, mas sua participação não é muito maior não, mas é legal, só que não mais legal do que em 300. Pelo menos a voz é dele e o rosto também.
Nota: 6,5
Postado por Rocha. às 08:39 8 comentários
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)

Ano: 2010
Roteiro: Linda Wooverton (adaptação) Lewis Carroll (Livro)
Direção: Tim Burton
Gênero: Fantasia
Como todos sabem, Alice no País das Maravilhas ganhou sua mais nova adaptação para os cinemas, com uma garotinha muito levada aprontando altas confusões em um mundo de sonhos e magia. Deixando de lado o tom do narrador da Sessão da Tarde, não tem muito que falar sobre a sinopse do filme para introdução, então clica ai pra ler o resto logo.
Anos após sua ida ao país das maravilhas, Alice está crescida, e acaba voltando para esse país maluco. Para que? Sei lá, não tem motivo, ela só voltou oras bolas, sem explicação, assim como todo o resto do filme. Ou seja, o enredo não é nada explicativo, as coisas acontecem pois elas simplesmente acontecem, foda-se a coerência lógica. Mas esse é realmente o objetivo, não precisamos de explicações no País das Maravilhas. Aliás, por que na tradução se chama País das maravilhas? Faz fronteira com quem? O Reino da Caverna do Dragão e Outworld?
Uma coisa que me deixou bem decepcionado foi que não houve exploração do mundo no filme. Esperava que Alice andasse pelo País das Maravilhas, encontrasse coisas bizarras, coisas novas, criaturas que cantam, com cenas musicais, recheadas de bizarrices. Mas não, ela passou pelos personagens já vistos na versão original e sem muita exploração, ficou tudo muito superficial. Acho que isso se deve ao fato de Tim Burton já ter feito adaptações bizarras de musicais, e dessa vez ele ficou devendo.
Outro ponto interessante, é que mesmo atingindo um público infantil, o filme não possui lição de moral alguma. Acho que me acostumei com as animações da Pixar, como Nemo, Up e Wall-E, que nos fazem pensar sobre o mundo e a vida, e eu acho isso extremamente importante para as pequenas mentes em desenvolvimento.
O 3D não impressionou em nada. Em alguns momentos levei alguns sustos achando que ia voar algum objeto em minha cabeça, mas nada fenomenal, já que o filme não foi feito para gerar essa reação em primeiro, não foi filmado para ser em 3D, mas sim os efeitos especiais acabaram entrando nessa onda, para ver se rendia mais dinheiro, claro.
A caracterização foi um ponto fortíssimo do filme. Todos os personagens estavam muito bem feitos, com os figurinos, jeito de falar e andar, etc. O meu personagem favorito foi a Rainha Vermelha, com uma cabeça gigante (fato tratado com muito bom humor no filme), e sua frase clássica “CORTEM-LHE A CABEÇA”. O Chapeleiro Louco ficou muito legal também, nunca duvido da capacidade do Johnny Depp para fazer papéis bizarros.
Os efeitos especiais do filme são muito bons, mas são em pequenas proporções, dando sempre a impressão de que foi tudo filmado em uma sala de fundo verde pequena, o que não gosto muito, prefiro algo em grandes proporções e cenários vastos como os de Senhor dos Anéis (comparação injusta). Ficou muito estranho o escudeiro da Rainha Vermelha, pois somente a cabeça dele era real, o resto era tudo CG, e quando estava montado no cavalo ficou muito estranho.
Em si, é um filme legal, mas acabou me deixando a sensação de que poderia ter sido melhor, ou menos vazio. Se você procura diversão casual, dar algumas risadas, gosta do diretor e dos atores, não vai se decepcionar, mas se espera uma grande produção, não lhe recomendo.
Nota: 6
Postado por Rocha. às 12:19 2 comentários
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O Livro de Eli (The Book of Eli)

Ano: 2010
Roteiro: Gary Whitta
Direção: Albert Hughes e Allen Hughes
Gênero: Ação/Aventura/Drama
Em um mundo pós apocalíptico, Eli (Denzel Washington) possui uma missão: caminhar para o oeste. O que torna essa missão mais difícil é que, com o mundo devastado e os recursos escassos, as pessoas voltam aos seus instintos primitivos e acabam se tornando novamente animais praticamente irracionais, que matam para conseguir alimento, estupram viajantes azaradas e formam bandos para poder tirar proveito desse ambiente caótico.
Esse cenário do filme não é nada de inovador e que já não tenhamos visto, seja em filmes, como Mad Max 2, animes, como Hokuto no Ken, e jogos, como Fallout. E acredito que Mad Max se inspirou em Hokuto no Ken um pouco, assim como Fallout se inspirou nesses dois, e Eli se inspirou em todos. O que deu um diferencial para o filme, é a história principal, que gira em torno de um livro. Sim, mas o que um livro teria de importante em um mundo devastado pela guerra? Esse é o grande mistério do filme, e não vai ser por aqui que você ficará sabendo.
É meio que impossível não entrar em discussões sobre a humanidade depois de assistir esse filme. E é difícil fazer sem spoilers, mas vamos lá. É um tema bastante abordado em filmes e livros, como o atual “Ensaio sobre cegueiras”, que nos questiona: o que as pessoas são capazes de fazer para sobreviver? E eu acho interessante isso, apesar de no Livro de Eli não ser tão abordado, fica mais como um plano de fundo para a história. Religião também é outro tema abordado, e nos faz pensar bastante, e eu achei muito boa a maneira com que eles fizeram. Não tomam uma posição, se religião é bom ou
não, mas você pode fazer diversas interpretação, até mesmo sobre a história da religião, o que ela nos proporcionou e proporciona até hoje, e as conseqüências dela. Pode até ter dado um ar meio ateu, mas as reações dos personagens desmentem essa versão.
O filme tem diversas cenas de ação, bem feitas, algumas um tanto quanto forçadas, como um cara lutando contra dez e matando todos, mas eu achei
divertido. A primeira cena de ação é interessante, é em um túnel e só é possível ver a sombra com a silhueta dos personagens, perdendo membros.
Os efeitos foram bem feitos (pelo menos no cinema, já rolou de eu falar aqui que os efeitos são bons e pessoas que assistirem em casa falarem que são horríveis), explosões, desmembramentos, apesar de as vezes não realistas, convenceram e divertiram. O cenário ficou muito bom, meio Western, como se tivesse regredido no tempo, mas com tecnologias e armas atuais. A caracterização dos personagens ficou excelente também, com suas roupas, a sujeira, falas, etc.
A trilha sonora do filme que é fantástica. Contribuiu muito para a atmosfera pesada do filme, casou muito bem com os cenários e cenas, foi uma das melhores coisas na produção, pois ela realmente convenceu e envolveu. A principal inclusive está na minha cabeça até agora. Em um cinema então, com o som alto, perfeito.
As atuações ficaram no nível certo, nem ficaram um nível inferior nem superior ao do filme. A atuação que mais se destacou ao meu ver foi a do vilão, Carnegie (Gary Oldman), ficou perfeito nesse papel, e atuou muito bem. Destaque para a Solara, interpretada por Mila Kunis. Quem assistia That 70’s Show sabe que ela é a Jackie, e não vai ter como desvincular ela desse personagem no filme e ficar imaginando ela gritando “Michael” do nada.
Em si, o filme não é épico, mas é muito bem feito e dirigido, sua história é boa e possui uma sacada excelente, e eu achei que o tempo passou bem rápido assistindo ele, não fiquei com aquela sensação de que passou devagar.
Originalidade: 1.5/3 – O filme possui suas originalidades, porém o seu esqueleto não é muito, como o cenário pós apocalíptico, os vilões, as ações humanas nesse ambiente, etc.
Produção: 2.5/3 – Como falei, a direção é boa, as atuações na medida certa, os efeitos especiais convencem, e a trilha sonora é espetacular.
Diversão: 3.5/4 – O filme ao meu ver é muito divertido, valeu a pena ter pagado para assistir no cinema, não me arrependi nem um pouco, e essa sensação de diversão me deixou até com um sentimento de que a nota final deveria ser maior, mas tenho que ser justo com os demais quesitos.
Nota Final: 7,5
Postado por Rocha. às 11:55 5 comentários
sexta-feira, 26 de março de 2010
The Haunted World of El Superbeasto

Diretor: Rob Zombie
Ano: 2009
Roteirista: Mike Bell, Joe Ekers
Gênero: Desenho, Comedia, Horror, Erótico, Musical
Inspirado na historia em quadrinhos de mesmo nome escrita por Rob Zombie, conta a historia de um grupo de super heróis bem diferentes.
O grupo de ‘’heróis’’ é composto por Superbeasto (Tom Papa) que é um babaca musculoso que usa uma mascara de luta livre, Suzy X (Sheri Moon Zombie) sua irmã super gostosa que fala parecendo uma criança usa tapa olho é habilidosa com lutas e armas e seu robô tarado Murray (Brian Posehn). Superbeasto seria uma ‘’homenagem’’ ao El Santo e os filmes bagaceiros do mesmo, Suzy X provavelmente uma forma de Rob colocar a mulher para fazer cenas eróticas como em todos os filmes que ele faz e o robô talvez uma referencia ao robô estuprador de maquinas de lavar do frango robô (provavelmente não).
Temos encontros com vários personagens de outros filmes de terror como Michael Myers, Jack Nicholson no Iluminado, Aliens, a noiva de Frankenstein, a mosca e vários outros que fazem piadinhas ridículas e estão na animação apenas para que o publico possa falar ‘’háaaa ala uma referencia’’, temos ate uma copia de uma cena do filme Carrie que tem uma musiquinha de fundo falando justamente que é uma copia sem sentido e inútil (sim a animação reconhece isso e sim eu estou criticando, não pelo uso, mas pela tentativa de fazer humor que não deu certo).
Temos varias musicas rolando durante o desenho, nenhuma bacana apenas ‘’musicas engraçadas’’ com direito a uma polca no estilo Weird Al Yankovic.
O roteiro é o de menos um ‘’nerd’’ resolve virar um supervilão e para ganhar os poderes precisa se casar com uma mulher que tenha o numero da besta (666) na bunda, o mascarado se encanta pela striper que tem a tal marca e vai salvar ela... Também temos zumbis nazistas que estão atrás da Suzy X.
São varias tentativas de fazer humor, hora misturando as referencias e piadinhas sem graças, outras com efeitos de desenho animado antigo com direito a pancada na cabeça que faz o herói virar vários pedacinhos, e varias cenas nonsense para dar um toque ‘’pirado’’ o desenho também tem varias cenas de nudismo e sexo softcore.
Assim como os filmes do Zombie, esse desenho conta com vários elementos legais, mas que simplesmente não funcionaram e igual com os filmes vai levantar o ódio de quem já viu antes as ‘’referencias’’ comparando com a versão fraca de Zombie e aqueles que nunca viram e acham ele um gênio por ter feito mais um vídeo-clipe com sangue, piadas cretinas e nudismo.
Nota: 4.5
Lutador de lucha libre, gostosa com tapa olho, robô com armas, sangue, monstros, nudismo e mesmo assim consegue ser chato e sem graça.
Para: Garotada.
Postado por Cruor às 03:00 1 comentários
terça-feira, 23 de março de 2010
Black Lightning

Título Original: Chernaya Molniya
Ano: 2009
Diretor: Dmitriy Kiselev e Aleksandr Voytinskiy
Roteiro: Dmitriy Kiselev, Aleksandr Talal, Aleksandr Voytinskiy(idéia), Mikhail Vrubel(idéia), Vladimir Neklyudov(participação) e Rostislav Krivitskiy(participação).
Gênero: Ação, Sci-Fi.
Homem-Aranha encontra Se Meu Fusca Falasse.
Dima é um jovem de família pobre apaixonado por carros, especialmente da Mercedes. Em seu aniversário acaba ganhando um GAZ-21 Volga, um carro antigo da década de 50 totalmente sucateado. Mas o que Dima não sabe é que este Volga em específico foi alvo de testes durante os anos 70 envolvendo um prototipo de motor chamado nanocatalisador, que possibilitaria a criação de carros voadores. Agora em posse de um carro voador, Dima tem que salvar toda Moscou de um empresário ganancioso que descobriu diamantes na fundação da cidade.
Se você assistiu Homem-Aranha então já assistiu Black Lightning, só mude a teia por um carro voador e a história é igual. Não sei pra que precisou de tanta gente pra fazer o roteiro, apesar de ser bastante sólido e ter umas cenas chaves bem construídas.
Porém toda a base do filme foi chupada sem dó do Aranha. O estudante inteligente e pobre que tem o amigo milionário, que usa suas habilidades especiais recém adquiradas para ganhar dinheiro e acaba se tornando arrogante até perder alguém querido e passa a combater o crime.
Os CG são estáveis. Algumas cenas do início são mal feitas e você tem a noção de estar vendo um documentário da Discovery, quando o carro entra em ação ao longo do filme a coisa melhora um pouco e o combate final é bem dirigido e os efeitos passam desapercebidos.
As atuações são medianas, nada que atrapalhe a diversão. O que incomoda um pouco é a quantidade de merchandising presente. Todo carro é uma Mercedes ou um Volks(tirando o Volga); O amigo riquinho do Dima fica toda hora comendo Mentos, até na balada; iPhones a dar com pau.
Se não fosse pela cópia na cara dura do Homem-Aranha, Black Lightning seria com certeza um grande filme fora do circuito hollywoodiano. Sua fluidez narrativa não torna o filme chato e monótomo, atuações e tramas paralelas bem construídas, e o Volga é um belo de um "herói". Será que exportam a caranga?
Nota: 6,0
Postado por Carlão às 22:06 1 comentários
sexta-feira, 19 de março de 2010
The Haunting in Connecticut (Evocando Espíritos)

Diretor: Peter Cornwell
Ano: 2009
Roteirista: Adam Simon, Tim Metcalfe
Gênero: Terror
Um jovem com câncer precisa ficar mais próximo do hospital que faz o tratamento, para isso sua família aluga uma casa e estranhos fatos começam a acontecer...
Atuações aceitáveis, mais pelos personagens principais Matt (Kyle Gallner) o garoto com câncer e sua mãe Sara (Virginia Madsen) do que pelos secundários, em todo caso os outros personagens aparecem pouco e não chegam a atrapalhar.
Conta com uma trilha sonora instrumental que não chega a chamar a atenção.
Os efeitos especiais são ruins, apesar da computação gráfica ser tolerável a maquiagem é ridícula, e em uma cena com vários corpos fica mais do que evidente o uso de bonecos.
A direção é boa, chega a criar alguns sustos e mantém o clima de suspense. Porem The Haunting in Connecticut sofre do mesmo problema do ‘’The Unborn’’ com a mistureba de idéias que acabam fazendo com que o filme ao invés de ter um conteúdo melhor se torne uma porcaria, já que as ideias não combinam, a primeira vista e pelo trailer parece um bom filme, e é ate a metade mais daí pra frente vira uma porcaria só...
SPOILERS sobre a historia:
“Inspirado em fatos reais’’ em letras brancas e fundo preto já causa desanimo, ainda mais levando em consideração que simplesmente não existe critério para falar o que foi ‘’inspirado’’ e o que algum roteirista inventou.
A historia acontece nos anos oitenta e a família Campbell é composta pelo adolescente com câncer, sua mãe, um irmão mais novo, uma garotinha e uma garota adolescente (essas duas garotas não são filhas do casal, ao que parece são primas e, mas moram junto) e o pai da família que é ex-alcoólatra, só ele trabalha sendo um dono de uma empresa pequena e luta com as dividas do tratamento caro.
A casa que alugam foi um mortuário (lugar que preparam os corpos para o velório). Essa é a primeira ‘’idéia’’, o dono do mortuário tinha um jovem ajudante que era médium e eles usavam a casa para se comunicar com espíritos e ganhar uma grana das famílias ‘’idéia’’ numero dois, alem de dono do mortuário e explorador de menores paranomais ele também é um necromante (estudioso das ciências ocultas, que seja) e fazia experimentos com os mortos e essa é a idéia de numero dois e meio (serei bonzinho e como o foco dos experimentos era de amplificar o poder do garoto médium, contarei apenas como ‘’meia’’ idéia), só isso já é complicado de engolir, muita coisa ao mesmo tempo e nada realmente interessante.
A ‘’idéia’’ numero três é que o garoto com câncer esta ‘’entre o mundo dos mortos e o mundo dos vivos’’ e por isso acaba conseguindo ver os espíritos... Acho que não preciso comentar muito sobre essa idéia ‘’genial’’, e ela ainda conta com um furo já que o resto da família também acaba sofrendo com os fantasmas inclusive vendo eles.
O garoto (com cancer) acha que esta ficando maluco e vai tendo flashbacks vendo o que acontecia na casa em especial o que acontecia com o garoto paranormal. A mãe dele reza em vários (dois para ser preciso) momentos pedindo a deus que o cure do câncer (e essa informação é relevante para a analise e ao que parece para o filme também). No hospital em que faz o tratamento o adolescente Matt conhece um outro doente que é um padre e quando descobrem que a casa é mal assombrada, lá vai o padre que se sabe lá como tem todos conhecimentos do arcano consigo, ele não vai para exorcizar, mas para falar sobre fenômenos espíritas e procurar os restos mortais do garoto paranormal que só assim a casa deixaria de ser mal assombrada...
Outra idéia incrível é os adolescentes indo a biblioteca pesquisar e com isso voltarem com todas as informações bonitinhas sobre o dono do mortuário e seu ajudante.
E no final temos uma serie de idéias sensacionais, o garoto paranormal estava protegendo a casa e ajudando a família, com o padre tirando ele do lugar a casa ficou só com os ‘’espíritos malvados’’, o dono da mortuária escondeu mais de cem corpos nas paredes da casa, o ex-alcoólatra volta a beber e aparece lá na casa só para quebrar as lâmpadas ir embora e a mulher dar uma bronca nele (serio e o mais bonito de tudo é que a mulher já tinha visto umas coisas sobrenaturais) o garoto com câncer resolve se matar queimando a casa e os corpos junto, pois ele já estaria morto (afinal nada como passar uma imagem de otimismo pra quem tem algum ente querido com câncer ou mesmo tem a doença), a mãe do garoto entra na casa em chamas não para salvar ele, mas para abraçar e morrer junto... Os bombeiros salvam os dois e a gora a idéia mais legal de todas:
O garoto depois disso tudo não tem mais câncer! E vem uma tela preta só com a voz da mãe falando uma ‘’genial’’ frase de impacto: ‘’Deus escreve por linhas tortas... Tome cuidado!’’... Tipo ela pedia pra curar o filho e tal ai o filho foi curado logo pro roteirista Deus resolveu dar uma mãozinha com uns espíritos malignos e sem descanso e assim aproveitar o milagre para resolver mais de um assunto... E o tom de aviso que a mulher fala para tomar cuidado então nem se fala...
Fim dos Spoilers
Para encerar, uma das cenas brilhantes contida nesse filme.
Padre tira duas barras de imã que formavam uma cruz de sua ‘’caixinha contra espíritos do mal’’ e explica o porque ‘’São dois imãs, espíritos se ferem com ferro por isso todas as prisões tem barras de ferro! Para alem de prender o corpo, aprisionar as almas maléficas’’.
Nota: 2
O trailer e a primeira parte do filme são bacaninhas, não chega a ser mal feito o que me impede de dar uma nota pior, por mais que eu tenha achado uma bosta com esse roteiro medonho, existe coisas piores. E se ‘’The Unborn’’ tem gente que gostou é provável que esse também vá agradar a um publico bem especifico.
Para: Fãs do ‘’The Unborn’’, gente que tem medinho de filme de terror de verdade, pessoas sob efeito de drogas pesadas, quem tem câncer saber que espíritos e casas mal assombradas são a cura...
FUJA!!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Ninja Assassino

Título Original: Ninja Assassin
Ano: 2009
Diretor: James McTeigue
Roteiro: Matthew Sand e J. Michael Straczynski
Gênero: Ninjas, Ação, Gore
Ninjas evil vs Ninja ex-evil
Durante uma investigação sobre o assassinato do primeiro ministro russo, ou presidente, ou qualquer cargo administrativo que é irrelevante pra história do filme, a Europol acaba descobrindo que ninjas existem e são contratados pelas pessoas poderosas do mundo para matar seus rivais. Só por essa descoberta a agente Mika Coretti acaba se tornando o novo alvo dos ninjas, que devem manter em segredo sua existência. Em contrapartida Raizo, um ninja rebelde do clã da areia negra resolve ajudar a agente, para que possa destruir os ninjas que ferraram sua vida.
Vocês não precisam mais ver o filme, toda a história está aí nesse parágrafo, agora me dou o prazer de falar dos clichês e cenas toscas que recheiam a uma hora e meia de película.
Pra começar bem, a primeira cena serve pra mostrar como os ninjas são fodões e explicar um acontecimento lá no fim do filme, que assim que ocorre você se lembra dessa cena e pensa "Cacete, mas que óbvio".
A ação das lutas ocorre toda nas sombras, você não vê nenhum golpe praticamente, só as estrelas ninjas que são atiradas numa velocidade maior que de uma pistola e fazem som de naves alienígenas quando voam. O sangue e membros voando a torto e a direito dão um toque gore, mas por ser tudo sangue em CG você fica achando que está jogando God of War - Ninja Pack.
Isso é meio broxante, porque num filme que tenha artes marciais você espera ver artes marciais e não seres quase que sobrenaturais que aparecem das sombras e ficam se retalhando nelas sem você saber o que está acontecendo. Só uma ou duas lutas são claras o bastante para você entender a ação.
Os atores mais canastras possíveis, óbvio. A mocinha até que faz o papel de mocinha desesperada bem, apesar de ser uma agente da porra da Europol que deveria ser treinada para reagir melhor a situações de perigo.
Os ninjas são todos genéricos, inclusive o ninja nice guy. Durante o filme ele muda o aspecto de cara sombrio para cara sombrio que faz piadinhas infames, o que irrita profundamente em algumas cenas. No mais a atuação dele é qualquer coisa, o que vale mesmo é ver o maldito sendo esfolado vivo a cada luta que faz (Mesmo que você não consiga ver a luta por causa da escuridão).
O roteiro narra a história central com o recurso de flashbacks aí sim bacanas, mostrando o treinamento de Raizo desde criança até se tornar um ninja motherfucker. O que infelizmente acaba numa cena escrota onde ele apanha de um gordo russo para logo em seguida, todo machucado, "trair" seu clã e mesmo assim matar uma dúzia de ninjas. Como assim??! Ele tinha levado uma surra dum gordo qualquer que nem era ninja, mas conseguiu matar metade do clã em 3 minutos? Que ninjas fuleiros.
Durante os flashbacks são montadas as motivações do herói, que são até plausíveis e não muito estúpidas, e que no fim culminam numa cena bacana de "liberdade" do personagem.
Nota: 4,5
Aquele outro filme de ninja que analisei é muito melhor que esse. Ah, e nesse Ninja Assassino o protagonista só anda sem camisa mostrando as cicatrizes e músculos. Mais um ponto negativo.
Postado por Carlão às 00:00 3 comentários
terça-feira, 16 de março de 2010
Wrong Side of Town
Ano: 2010
Direção: David DeFalco
Roteiro: Não encontrei, o cara deve ter preferido não ser relacionado com o filme
Gênero: Ação/Ação/Ação/Comédia/Ação/Drama (depende do seu ponto de vista)
Ex-fuzileiro naval vive uma vida pacata com sua mulher e filha, até que um belo dia é convidado para uma festa, e nela, ao proteger sua mulher contra um estuprador, mata sem querer o criminoso. Para sua surpresa, esse cara é irmão do bandido mais poderoso da cidade, e acaba colocando a cabeça do azarado a premio, com altas confusões por toda a cidade.
Eu dei uma zoada na sinopse, para fazer jus ao filme, pois ele também é bem zoado. Não no sentido de comédia, mas no sentido de produção e roteiro. Primeiramente, se você não conhece Rob Van Dam e Batista, esse filme certamente não é recomendado para você. São famosos lutadores de luta-livre, então acaba sendo um pouco restrito para esse publico. Eu acabei assistindo por causa deles, pois se fosse pelo roteiro, produção e criticas, eu passaria longe.
Outro ponto é que esse filme me lembrou muito aqueles clássicos porqueiras dos anos 80/90 de ação. Se você gosta desse estilo, pode assistir tranqüilo, talvez goste. Mas vamos freezar bem, eu falei clássicos PORQUEIRAS dos anos 80/90. Ou seja, típico filme que passaria sexta-feira no SBT.
A história do filme é tão ruim que chega a ser boa. Nunca que iria imaginar um roteiro assim. O cara mata um bandido sem querer e é caçado por isso, e por acaso ele é um ex-fuzileiro naval. E como assim matou sem querer? Sim, ele desviou do bandido que tentou esfaqueá-lo, e esse tropeçou e caiu em cima da faca, de uma maneira certeira no coração. Eu ri! E para ter noção, o filme começa com o herói cortando lenha com uma serra elétrica, então a serra emperra na lenha e ele categoricamente da um soco, e a lenha se parte, para nos mostrar a bomba que está por vir. Foi tipo “Desligue o filme agora, não nos responsabilizamos pelo o que você vai ver”. Ri muito! Ah, e fora a abertura tentando imitar aqueles clipes do 007, com mulheres em desenho dançando e a câmera percorrendo pela cidade, tudo com gráficos desenhados, etc.Também é “risível” o fato de que quando o herói esta na rua fugindo dos bandidos, por coincidência os caras sabem em que rua ele vai sair. Chegaram até a fazer um bloqueio com um carro na entrada de uma ponte. E interessante é que mostra um gordão espalhando a noticia de que querem esse cara capturado vivo, entre as gangues, e todas as gangues da cidade ficam sabendo. Vai ver ele usou o twitter, todo gangster deve ter. Ou então o gordo possuía super velocidade!
Uma parte memorável é a do parque, em que SPOILER o fuzileiro é pego pelos bandidos, e na real o chefe dessa gangue é um antigo amigo dele, que quer a grana, e o herói tomou um tiro por ele no passado. Então o herói fica gritando, chamando ele de ingrato, etc, até que o cara desiste de capturar seu amigo, só que a gangue não quer solta-lo, então ele briga com um dos membros e atira em sua cabeça. Detalhe, o membro que ele mata é o Já Rule. Demais não? FIM DO SPOILERAs atuações são horríveis. Por exemplo SPOILER (pode ler, não vai se arrepender, mas vou por em azul pra garantir que você se escape dele) A filha do fuzileiro é seqüestrada, então ela fica falando para os bandidos “meu pai vai vir e acabar com vocês”, estilo garota levada que não tem medo do perigo, e de bandidos grandes que se eu estivesse no lugar e com a roupa que ela estava, só pensaria que seria estuprada, esfaqueada e esquartejada. Devia ter uns 18 anos a garota. FIM DO SPOILER
Mas não parecia ser uma preocupação as atuações, parece que fez parte da atmosfera do filme, fez até ele ficar melhor. Imagine se colocassem atuações dignas de globo de ouro/oscar ali, ia ficar um contraste horrível, de que investiram em atuações boas mas o roteiro e a produção defecou em tudo.
Resumindo, é um filme de ação ruim, que provavelmente é feito para esse publico alvo, que assim como tem gente que gosta de filmes de horror trash, existem fãs desse estilo (o qual eu não me encaixo muito). Apesar de tudo isso que falei, eu até que gostei e me diverti assistindo o filme. Por isso, não é um fuja, é somente um, EVITE!
Originalidade: 1/3 – Com um roteiro desses, não tem como ser maior. Só não é menor pois tiveram muitas porcarias que nunca vi antes, que eu ri, e até gostei.
Produção: 1/3 – Bem porcaria, mas é daquelas assistiveis.
Diversão: 2/4 – Como disse, apesar de tudo me diverti bastante, só que não tem como avaliar com as outras produções mais sérias, então nem são validas comparações com outras notas que já dei.
Nota final: 4
Postado por Rocha. às 16:11 6 comentários
sábado, 13 de março de 2010
Sakigake!! Kuromati Kôkô: The Movie (Chromartie Hight – The Movie)

Direção: Graig Singer
Roteiro: ShôchiRô Masumoto inspirado no manga de Itsuji Itao
Ano: 2005
Gênero: Comedia nonsense
Narra a vida estudantil de Takeshi Kamiyama ao ingressar na escola secundaria Chromartie Hight, conhecida como ser a pior escola do Japão e abrigar os piores bullys.
Inspirado no manga de mesmo nome, que rendeu também um anime. A historia é simples porem a execução é completamente nonsense assim como o manga e o anime, conta com situações absurdas como Takeshi transformando a sala de aula em um mercadinho, gorilas, robôs e punks estudando na mesma escola, o ataque de um vilão que... Bem imagem se o Gugu (o apresentador do pintinho amarelo, sem maldade) fosse parar no planeta dos macacos (como um macaco) agora imagina ele com o mesmo cabelo e um terno rosa, é esse o vilão vindo do espaço!
Definitivamente não é um filme feito para qualquer um. Mas possivelmente alem dos otakus que gostam de animes de comedia, provavelmente vai agradar os fãs da bizarrice como os filmes da Troma.
Destaque para Yoshihiro Takayama (sim o wrestler e lutador de MMA) como um ‘’adolescente’’ que aparece em poucos momentos, mas são bastante engraçados (caso não sabem quem é ele ou não entendem o nível bizarro do negocio procurem a luta dele contra o Don Frye e levem em conta que no filme ele não é um lutador grandalhão mas sim um bully adolescente)
Trilha sonora regada a punk rock instrumental que casa bem com o gênero, mas que não chega a ser nenhuma novidade, ainda mais para o cinema nonsense japonês que fez ‘’Wild Zero’’ (analise um dia desses quem sabe)
Direção e atuações não sei como julgar, mas se a idéia era fazer um anime, de carne e osso e reproduzir todas caretas, cenas e cortes bizarros foi bem sucedido.
Analise curtinha pois se eu ficar comentando a bizarrice acabarei contando o filme todo.
Nota: 6
É bacana, divertido em vários momentos engraçados. Mas lembrando que não vai agradar a qualquer um, se você não gosta de muita bizarrice nem se arrisca a ver que vai achar uma bosta.
Para: Otakus, bizarros
Postado por Cruor às 03:00 4 comentários
sexta-feira, 12 de março de 2010
Whip It

Diretor: Drew Barrymore
Ano: 2009
Roteirista: Shauna Cross
Gênero: Esporte, Drama, Comedia
Baseado no livro Derby Girl de Shauna Cross (que também fez o roteiro) cona a historia de Bliss Cavendar, uma adolescente de dezessete anos que tem problemas com sua família e se descobre ao praticar um esporte.
Sinopse podre eu sei, não tenho idéia do nome em português acho que nem foi lançando ai ainda (lembrando que faço analises com bastante antecedência da data da postagem). Para os homens é basicamente um filme de esporte com uma ótica feminina, tendo mais ênfase nos personagens do que no esporte e para as mulheres é um drama que mostra um esporte feminino com características bem agressivas.
Estréia de Drew Barrymore na direção, que começa bem a primeira vista o filme pode não chamar a atenção, mas é bastante divertido e tanto a direção quanto o roteiro conseguem mesclar bem as cenas dramáticas com humor e as cenas do esporte não deixam a desejar a nenhum filme de marmanjos transpirando (com a vantagem de serem mulheres de meia arrastão).
O tal do esporte é o Roller Derby que foi popular nos EUA na década de 70 chegando a passar na tv, mas que ‘’morreu’’ e hoje em dia algumas mulheres tentam ressuscitar, basicamente são garotas que também curtem o estilo ‘’pin up’’ e as regras são um pouco complicadas de se explicar com texto, mas se você não faz idéia do que diabos seja esse esporte não se desespere porque no filme mesmo rola um tutorial sobre as regras e como funciona o jogo e esse esporte é de contato com muitos empurrões sendo comuns brigas e ate mesmo cotoveladas maldosas.
Conta com boas atuações, Juliette Lewis, Márcia Gay Harden, Daniel Stern a própria Drew que faz um papel pequeno porem bem engraçado e a Ellen Page no papel principal, apesar do papel lembrar bastante outros que ela já fez, não deixa de ser uma boa atuação.
A trilha sonora eu não gostei, e não vi muita ligação com o conteúdo do filme, tem uma banda de um personagem, mas estou falando do estilo das musicas não combinarem, rola bastante ‘’indie rock’’ e como o gênero não me agrada talvez seja implicância.
A historia é dessa jovem que a mãe pressiona para que ela vá a concursos de beleza (não é exatamente beleza, mas aqueles concursos comuns americanos que o vestido, elegância, eloqüência em discursos é levado em conta tanto quanto a beleza) e a garota que trabalha em uma lanchonete e não pertence a nenhum grupo acaba descobrindo o Roler Derby e fazendo parte de um time horrível, aprendendo varias lições de vida, ta eu sei que essa ultima parte não deve ter animado em nada, mas como falei é um filme de esporte e tem seus clichês só que como é uma visão feminina (feita por mulher e não só com personagem principal mulher) acaba sendo diferente com uma historia mais interessante, as cenas dos jogos fazem parte importante e são bem feitas e até bem violentas.
Nota: 8
Eu tava com um pé atrás, achando que ia me deparar com um draminha sem tempero, mas foi um filme bem divertido, tem partes engraçadas, tem Ellen Page de calcinha, tem sangue (literalmente), tem garotas tatuadas só faltou umas musicas mais legais, tem até a Zoe Bell (quem!?) que talvez você não conheça mas eu acho ela foda =P
Para: Ver com a namorada ou amiga. Serio é um filme ‘’menina’’ mas no estilo menina que da porrada.
*Roller Derby virou um dos meus esportes favoritos de se assistir.
**O trailer o youtube não me deixa incorporar, mesmo eu tendo upado... Enfim fica o link http://www.youtube.com/watch?v=ij4ViVrW_r4
Postado por Cruor às 03:00 3 comentários