
• Autor: Oliver Bowden
• Editora: Galera Record
• Gênero: Suspense, ficção
• Ano: 2011
• Número de páginas: 373
• Onde adquirir: Nas melhores livrarias.
“Embora eu acreditasse estar aprendendo a viver, estava aprendendo a morrer. – Leonardo Da Vinci."
Ezio Auditore é o filho do meio de uma famosa família florentina. Seu pai, Giovanni Auditore, é um rico e influente banqueiro na cidade e sua família prospera tranquilamente. Eis que, um dia, Giovanni é traído por um de seus melhores amigos, o gonfaloneiro (Chefe Oficial do Conselho dos Magistrados) de Florença, Uberto Alberti. A família Auditore é perseguida, aprisionada e sentenciada à forca. Nesta brincadeira, Giovanni, Federico (irmão mais velho de Ezio) e Petruccio (irmão mais novo) são mortos em praça pública, restando apenas Maria (mãe de Ezio) e Claudia (irmã). Ezio consegue escapar milagrosamente e resolve se vingar daqueles que os traíram. Então, parte para Monteriggioni, onde seu tio Mario (irmão de seu pai) mantém a cidade.
Lá, Ezio descobre que seu pai e seu tio são parte do famoso Credo dos Assassinos, uma irmandade secreta que luta para libertar o mundo das mãos dos temidos Templários e que o pai tinha como missão eliminar seus rivais e resgatar os pedaços de um antigo códex que indicava a posição de um local onde um grande poder estaria escondido. Além disso, Templários e Assassinos lutam para encontrar os “dois pedaços do Éden” que, juntos, trariam o poder escondido no local indicado pelo códex.
E é daí que parte a história, na busca de Ezio pelos pedaços do Códex e na eliminação daqueles que foram responsáveis pela morte de seu pai. No caminho, Ezio conhece outros assassinos e, inclusive, pessoas importantes na História da Humanidade, como Leonardo Da Vinci (que ajuda Ezio montando armas e desvendando o códex) e Maquiavel (um dos mais importantes do Credo). Por outro lado, a busca continua com os Templários, comandados por Rodrigo Bórgia, o Espanhol.
Nota: 8. Interessante.
A história em si é muito legal, muito bem escrita, muito bem ambientada. Os personagens também são muito bem posicionados e aparecem bem durante a história. Porém, há outros pontos que não são muito legais.
Em primeiro lugar, a facilidade com que o herói da história liquida os vilões contrasta com o poder da organização dos Templários, tão secular e poderosa. A dificuldade que o pai de Ezio e os outros assassinos têm de lidar com seus rivais é colocada por terra, tamanha a facilidade com que Ezio invade esconderijos, derrota exércitos sozinho e mata os membros mais poderosos da organização.
Também há o sumiço de personagens outrora importantes. É como se o autor esquecesse que eles estão na história.
Os capítulos não seguem uma padronização, mas não há muitas páginas entre um e outro. Os capítulos mais extensos possuem 15 a 20 páginas, enquanto outros podem ter apenas 4. Mesmo assim, a leitura é leve, o leitor nem percebe que já leu bastante.
O que pode complicar um pouco é o excesso de personagens com nome, sobrenome e apelidos. Ao final da história, vem uma lista com os nomes dos personagens e o que eles fazem na história (alguns com data de nascimento e morte, sabe-se Deus por que).
Outra coisa que é meio complicada é o excesso de frases em latim, mas nada muito difícil de compreender e, após a lista de nomes, aparece a tradução de cada uma dessas frases.
O livro é baseado no jogo, porém eu nunca joguei, então não sei se é completamente fiel. Mas o final é extremamente fantasioso. O que começa com uma história “humana”, com facadas, relações e reações termina com deuses, raios e super homens se enfrentando. Mas isso não tira o brilho da história, apenas é estranho de se ver.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Assassin’s Creed - Renascença
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
105 – História de un siglo rojo y blanco

• Autores: Diego Ariel Estévez e Sergio Alberto Lodise
• Editora: Ediciones Continente
• Gênero: Documentário
• Ano: 2006
• Número de páginas: 288
• Onde adquirir: El Ateneo (Argentina)
Ciento cinco años de historia son muchos. Y si esa historia está llena de triunfos y festejos memorables, el relato se vuelve más apasionante. Todos los partidos oficiales disputados por el Club Atletico River Plate, que lo convertieron em la instituición más grande de América y una de las más importantes del mundo. Desde 1905, em aquella primera participación em La tercera división, hasta nuestros dias, se muestran todos los eslabones de una infinita cadena de glória. De una mítica pasión roja y blanca que cumple SUS primeros ciento cinco años de vida.
A história do Club Atlético River Plate é desnudada por completo neste livro. Os autores Diego Ariel Estévez e Sérgio Alberto Lodise foram a fundo para revelar ano a ano a trajetória do time de futebol, desde os tempos amadores até os dias atuais.
O livro é dividido em anos e campeonatos, com um pequeno resumo da participação do River em cada competição, os jogadores que atuaram, seu número de jogos e gols, a tabela do campeonato (com a posição do River em negrito), o campeão e o artilheiro. Além disso, mostra todos os jogos do River e quem marcou os gols, tanto desta equipe quanto do adversário.
O prólogo é escrito por Oscar Rúben Barnade, que assina embaixo o trabalho que os autores e dá o seu devido valor, porque eles não enfocaram só os títulos, nem só os campeonatos profissionais (o primeiro campeonato nacional profissional da Argentina chegou na década de 30 e o River joga campeonatos desde 1905).
Os autores também apresentam todos os presidentes do River até 2001 e contam a história da fundação do River, quem se reuniu para formar o clube, sedes, ata de criação, sugestões de nome, etc.
Nota 9: Livro fantástico!
O tamanho do livro pode assustar, afinal são 288 páginas. Mas passa muito rápido. Além de conter mais tabelas e jogos do que textos, é muito divertido de se ler, ver a evolução do futebol argentino, do tempo amador ao milionário futebol de hoje em dia. Aliás, dá para ver também, pelo período histórico, de onde surgiu a rivalidade entre Boca e River (que também era de La Boca) e quando o River virou o time “millionario”.
É uma obra para torcedores do River Plate, fãs de futebol argentino e do futebol em geral. O autor Diego Ariel Estévez também escreveu “100 – Historia de un siglo azul y amarillo”, sobre a história do Boca Juniors. A Ediciones Continente também publicou “La mano de Dios? Una visión distinta del deporte”, de Claudio Tamburrini. É mais um livro comprado em Buenos Aires, na livraria Ateneo. Não há, ainda, no Brasil. Mas pode ser comprado via internet, direto da editora.
Postado por Juaum às 12:01 0 comentários
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Paella Vivenda - Vivenda do Camarão
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Outback - Bloomin’ Onion
O Petisco carro chefe do Outback chega no bordoada!
Preço médio: R$ 25,00
Site Oficial: www.outback.com.br
Outback é um daqueles restaurantes em que você vai para ter uma noite agradável, atendimento bom, comida deliciosa, lugar limpo e ambiente bem convidativo.
Seja sozinho ou acompanhado o Outback lhe traz opções de carnes,massas, entradas e sobremesas peculiares para um jantar romântico a uma happy hour daquelas!
A maior delas sem dúvida é a divina Bloomin’ Onion ( Cebola frita com molho para quem nunca foi), acompanhada de molho levemente apimentado. Posso indicar que acompanhe com um chopp gelado, assim que comer tome um gole, e deixe a mágica acontecer!
Nota Final: 10
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Postado por Diego às 09:08 5 comentários
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Subway - Sanduiche de frango com creamcheese
Vamos provar essa grande novidade do momento: o Frango creamcheese do Subway.
preço médio: R$16,00
O legal do Subway é poder construir seu sanduiche do jeito/tamanho (15/30 cm) que quiser, com várias opções de queijo,recheios,salada e molhos.Tá a fim de algo leve e rápido? Monta um vegetariano médio. Tá a fim de enfartar? Um italiano inteiro com o dobro de salame e muito molho.
O avaliado (30 cm) contem: Frango creamcheese,queijo suiço,azeitonas,pimentão, molhos: chipotle,mostarda e parmesão; o pão é o de parmesão e orégano.
Ficou muito gostoso, cada item tem seu diferencial, mas uma coisa que senti falta foi algo para quebrar aquela sensação de amanteigado devido aos molhos e o creamcheese.Sugiro que adicione bacon, peça sempre quente.
Nota final: 8,0
O excesso de papel atrapalha um pouco e a natureza agradece ;).
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domingo, 13 de março de 2011
Túneis

• Autores: Roderick Gordon e Brian Williams
• Editora: Rocco
• Gênero: Literatura infanto-juvenil
• Ano: 2008
• Número de páginas: 479
• Onde comprar: Cia. dos Livros
“Tudo que é desconhecido é suspeito.”
Will Burrows é um garoto de 14 anos, mas diferente dos demais de sua idade. Vive com sua família em Londres. A mãe é uma mulher meio louca, que passa o dia vendo TV e nem liga para o resto da família. A irmã, Rebecca, tem 12 anos e é a dona da casa. Faz todas as tarefas, limpa, cozinha, organiza as compras e briga com todos. Seu pai, Dr. Burrows, trabalha no museu local e compartilha com Will de sua paixão: as escavações.
Juntos, Will e o pai vivem intensas aventuras cavando túneis pela cidade e descobrindo tesouros antigos da cidade. Will, inclusive, cava seus próprios túneis quando o pai está trabalhando e comunica orgulhoso as suas descobertas.
Mas tudo muda após o pai de Will brigar com a mãe, se trancar no porão e sumir. A mãe nem liga para o sumiço do pai e continua vendo TV, mas Will e Rebecca se desesperam e chamam a polícia, após dias de sumiço. Indignado pela inércia dos policiais, Will resolve investigar por conta própria e, para isso, conta com a ajuda de seu amigo Chester. Juntos, descobrem que havia um túnel escondido atrás de uma estante no porão.
Descendo ao túnel por um tempo incontável, Will e Chester descobrem uma civilização há muito perdida, nas profundezas da terra. Essa civilização possui casas, lojas e tudo o que uma cidade da superfície possui. Mas, ao investigarem uma das casas, descobrem que ela é habitada. Eles são pegos pela polícia e são presos na delegacia desta estranha civilização.
Aqui vamos entrar na zona de spoilers e vamos até o final. Portanto, se não quiser ler os spoilers do livro, vá direto para a nota, ok?
Uma vez presos, eles passam por sessões de tortura com os Styx, que são os regentes da cidade. Após um longo tempo, Will é solto e levado à presença de duas pessoas, um adulto (Sr. Jerome) e uma criança (Cal). Depois, Will descobre que eles são sua família. O adulto é seu pai e a criança é o seu irmão. Acontece que Will foi levado pela sua mãe à Crosta (como é chamada a superfície) e sua mãe é considerada traidora deste povo. Will fica com sua nova família na casa deles e descobre muito deste mundo. Também conhece sua avó e seu tio Tam, do lado Macaulay da família (o lado materno).
Após algum tempo, Will resolve voltar à Crosta e tentar salvar Chester (que continua preso) e é aí que reside a aventura do livro, pois quem toma conhecimento do povo dos subterrâneos não pode retornar à superfície e, se isso ocorrer, é caçado pelos Styx até a morte. Os Styx estão espalhados pela Crosta, vigiando os passos de quem chega perto de descobrir sobre sua existência. Segundo consta, uma grande profecia (chamada A Revelação) está descrita no livro das Catástrofes, mas em nenhum momento há uma pista do que seja. Então, a história se baseia nisso, na fuga de Will para a Crosta e o seu posterior retorno para salvar Chester.
Nota: 4. Fraquíssimo!
É uma história com várias falhas. Personagens importantes somem, como se nunca tivessem participado da história. Coisas que poderiam ser contadas não o são, dando a impressão de que são de pequeno valor. Erros de continuação são facilmente vistos, como é o caso do momento em que Will, Cal e Bartleby (o gato do tamanho de um tigre) chegam ao pé de uma escada do tamanho de uma escada de bombeiros. Will e Cal sobem a escada e o gato some. Quando estão andando pela plataforma lá em cima, o gato volta à história, mas ninguém sabe como ele conseguiu subir aquela escada. Isso sem contar que o cenário e os personagens não são bem descritos.
Os capítulos não seguem um padrão. Enquanto a maioria possui 15 páginas, alguns possuem apenas 6 páginas e outros possuem mais de 20, o que torna a leitura cansativa. Além disso, uma série de termos técnicos de arqueologia, escavações e geologia te deixam um pouco zonzo com relação à importância destes termos na história.
Este é mais um da série “o novo Harry Potter”, sendo que é, ao lado de Artemis Fowl, o favorito ao posto deixado pelo famoso bruxo. Porém, ao contrário do menino prodígio do crime, Túneis deixa muito a desejar para quem tem tamanha fama.
Já possui outros três livros como continuação da aventura e há previsões de que o filme seja lançado em breve. Quem tiver coragem de ler a continuação ou ver o filme, boa sorte.
Postado por Juaum às 18:15 0 comentários
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Gossip Girl – Os Carlyle
• Autor: Cecily Von Ziegesar
• Editora: Galera Record
• Gênero: Romance juvenil
• Ano: 2010
• Número de páginas: 302
• Onde encontrar: Saraiva
“Deixem suas Montblancs e bolsas Chloé a postos! O Upper East Side tem uma nova família real: os Carlyle. Já sabemos que este vai ser outro ano louco e imoral, e felizmente eu estarei por aqui para contar as melhores fofocas…”
A família Carlyle desembarca em Manhattan, vinda de Nantucket. A matriarca da família, Avery Carlyle, faleceu e deixou tudo para sua única herdeira, Eddie. Eddie é mãe solteira de trigêmeos: Avery, Baby e Owen, que já chegam sentindo a diferença entre a pequena Nuntucket e o mundo glamoroso da alta sociedade nova-iorquina.
As meninas vão estudar em um colégio tradicional só para garotas (Constance Billard). Enquanto Baby não liga para se produzir, nem andar na moda (só pensa no namorado drogado que deixou em Nantucket), Avery é a versão modernizada da avó. Gosta de estar sempre na moda e quer ser a garota mais popular do pedaço.
Já Owen vai estudar num colégio só para garotos (St. Jude’s School for Boys). Ele é membro do time de natação, bonito, musculoso, faz sucesso com todas as garotas por onde passa, de Nantucket a Manhattan.
Avery já chega brigando com a menina mais popular de Manhattan, Jack. Bailarina igual à mãe, Jack é uma garota fútil, que só quer saber dos holofotes. Namora JP Cashman, filho de um bilionário do ramo imobiliário. Enquanto Avery tenta de tudo para ser popular na escola, Jack faz de tudo para conseguir destruir a reputação da novata. Baby, por sua vez, só quer saber da vida que deixou em Nantucket e faz de tudo para ser expulsa da Constance Billard. O que ela mais aceita é passear com os cachorros de JP, seus verdadeiros amigos em Manhattan.
Já Owen arruma uma amizade com Rhys, capitão do time de natação e que namora Kelsey, que teve um caso com Owen em Nantucket. Kelsey, ao ver Owen, decide terminar com Rhys que, por sua vez, precisa do ombro do amigo para afogar as mágoas. Já Owen fica no meio do caminho. Não sabe se cede ao amor de sua vida ou se fica ao lado do grande amigo.
E assim a história vai transcorrendo, recheada de festas, amores, traições, armadilhas e muito glamour.
Nota: 8,5. Bem legal.
É uma história bem interessante. É legal ver como a juventude de Manhattan se porta e se importa com as coisas. Não existe rico ou pobre nesta história, todos são podres de ricos. Alguns só ligam para o status, a marca, o dinheiro; outros não ligam para isso, só querem é se divertir.
A trama é bem desenvolvida. Um capítulo conta as tentativas de Avery em ser popular e sua briga com Jack. O capítulo seguinte mostra o dilema vivido por Owen e o drama de Rhys. Outro capítulo mostra Baby sofrendo por seu namorado em Nantucket e tentando se desvencilhar daquele mundo em que as pessoas só pensam no que vestem. Ao final de cada capítulo, a Gossip Girl aparece para contar as “fofocas” da cidade e responder emails. O capítulo da Gossip Girl é bem interessante, pois é como se você olhasse mesmo para uma página na internet, com seu cabeçalho, descrição, etc.
Uma coisa chata na história é que, de dez palavras escritas em uma frase, sete são marcas. É um tal de “terninho Channel azul marinho coleção tal” pra cá, “sapatos Prada combinando com cinto Calvin Klein de diamantes e óculos Miu Miu coleção 2008” pra lá, com as meninas fumando Merits Ultra Lights na frente da Barneys que cheira a Creed Fleurissimo, que chega a parecer exagerado. Mas a história é tão legal de se ler, que vale a pena agüentar esse excesso de marcas.
A autora, Cecily Von Ziegesar, foi criada na alta sociedade nova-iorquina e, por esse motivo, escreve com autoridade a respeito das intrigas, lugares, festas e afins presentes na história. Além de Gossip Girl, ela também escreve outros livros com o mesmo tema, como a série It Girl.
Além dos livros (que são muitos e muito lidos pelos norte americanos), Gossip Girl virou uma série de TV, produzida por Josh Schwartz (criador da série The O.C.), que é chamada de “Sex and the City” para adolescentes, tão divertida quanto os livros escritos por Cecily.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
The Fifties - PIC BURGUER
Voamos até um dos melhores restaurantes de hamburguer do mundo, para provar o carro chefe: Pic Burguer
Preço médio:15,.00
Galera,são poucos os lanches que nos deixam atordoados depois de come-los, geralmente são muito pequenos e trogloditas mortos de fome, sempre pedem mais depois de alguns minutos.
Pois é.. isso não ocorre aqui!
Tendo a opção Monster ( onde o hamburguer vem beeem grande), o The fifties é uma otima escolha para o final de semana com amigos, tendo cardápio bem variádo,com hamburgueres para todos os gostos.
Esse Pic Burguer é sensacional!. Hamburguer não vem seco,tem molho,alface e hambuguer de primeira linha, nos acompanhamentos da para escolher nuggets,batata frita ( com bacon e parmesão é a pedida sugerida) ou mini burguers.. SIM você leu certo. mini burgues como pestiscos.!
Vá com fome, leve a familia , amigos, namorada ou sozinho mesmo. Porque vale a pena até o ultimo centavo.
Nota Final: 10,0
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O Mar de Monstros

• Autor: Rick Riordan
• Editora: Intrínseca
• Gênero: Romance adolescente/suspense/ação/mitologia
• Ano: 2009
• Número de páginas: 305
• Onde encontrar: Saraiva, Extra, Ponto Frio, Casas Bahia, Nilobook, CD Point, Galileu, Cia dos Livros, Fnac, Livraria da Travessa… nas melhores livrarias.
“O modo como ele disse meu nome me deu um frio na espinha. Ninguém me chamava de Perseu, a não ser aqueles que conheciam minha verdadeira identidade. Amigos… e inimigos.”
Percy Jackson está de volta, com mais um sonho horrendo sobre um de seus melhores amigos. Grover está fugindo de algum monstro e murmurando que precisa avisar seus amigos, Annabeth e Percy. Ao acordar, Percy tenta se acalmar, lembrando que é o último dia de aula e que ele finalmente vai poder voltar para o acampamento meio-sangue.
Mas, ao acordar, sua mãe lhe conta que ele não pode voltar ao acampamento. Ela promete explicar depois da aula, mas Percy jamais terá essa explicação. No colégio, Percy vai jogar queimado com os outros alunos e logo vira alvo do encrenqueiro da turma, que está com novos “amigos”. De repente, as bolas atiradas pelos amigos se tornam bolas de bronze e Percy só não morre porque seu mais novo amigo, Tyson, consegue aparar todas. Tyson é um menino de rua de um metro e noventa, muito maior e mais desengonçado que os demais. Os encrenqueiros se tornam monstros e tentam a todo custo matar Percy, que é salvo por Annabeth. Eles fogem e levam Tyson junto.
Durante a fuga, Annabeth explica que o acampamento corre o risco de ser fechado em definitivo, que coisas estranhas estão acontecendo, que a árvore de Thalia estava morrendo e que Quíron havia levado a culpa pelo envenenamento da árvore. Eles chegam em meio a ataques ao acampamento meio-sangue e ajudam o pessoal do chalé de Ares a derrotar os inimigos. Durante a luta, Annabeth permite que Tyson adentre o acampamento. Mais tarde, descobre-se que esta permissão era desnecessária, mas não dá para explicar por que sem entregar spoilers do livro.
O fato é que a única forma de salvar a árvore de Thalia e reprimir o ataque dos monstros ao acampamento (além de inocentar Quíron) é encontrar o Velocino de Ouro, o carneiro da perdição, escondido no Mar de Monstros e protegido pelo ciclope Polifemo, que já foi enganado e quer vingança. Ele usa o Velocino para atrair sátiros e devorá-los.
A partir daí, a aventura de Percy, Annabeth e Tyson começa a esquentar. Eles encontram diversos monstros, seres mitológicos, deuses e personagens intrigantes no meio do caminho, sempre seguindo a bela fórmula que permeia o primeiro livro, de enlaçar a mitologia grega com fatos da nossa história.
Nota: 9,5: Altamente recomendado!
Se o livro seguiu a trilha do primeiro, não há como dar uma nota diferente. Continua a perder meio ponto pelos mesmos motivos citados no livro anterior: narrativa em primeira pessoa (coisa que não curto) e pela certa previsibilidade em quase tudo. Mesmo assim, ainda encontramos reviravoltas e “quebramos a cara” achando que alguma coisa está latente, mas acontece outra na hora.
Nesta história, aparecem mais deuses, vestidos como pessoas normais, mas seguindo suas características. Hermes é retratado como um carteiro, Atena é tratada como uma mulher de calça jeans, blusa de algodão e botas de caminhada. Assim são os deuses andando entre nós.
Na outra crônica, dizia que a saga de Percy Jackson e os Olimpianos é a que mais se aproxima da saga de Harry Potter e neste livro a semelhança se torna latente. Se tirarmos do mundo da mitologia grega e levarmos para o mundo da magia, veremos praticamente a mesma história. Tem um Voldemort sendo reconstruído pedaço por pedaço, temos um Draco Malfoy, temos uma profecia sobre Harry Potter e o destino do mundo em que ele vive, temos um Dumbledore que aposta todas as suas fichas no Harry… enfim, a semelhança é grande e vale a pena ver a história do “lado grego”.
A trama é bem escrita, com muitas reviravoltas, traições e revelações. Vale a pena ler o livro e, como no livro anterior, há o primeiro capítulo do livro seguinte (A Maldição do Titã). Como sempre, um belo aperitivo, que te abre o apetite e dá vontade de correr na livraria para comprar o livro e começar a ler assim que o Mar de Monstros é finalizado.
Postado por Juaum às 12:58 2 comentários
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Tiempos Oscuros - Nubilum 1

• Autor: Juan Ignacio Iribarne
• Editora: Puck
• Gênero: Fantasia
• Ano: 2009
• Número de páginas: 398
• Onde adquirir: El Ateneo (Argentina)
“Das gotas riegan el cristal de la vida,
flirteando ingenuas entre destino y azar.
Cada cual su camino, marcando um rumbo,
encauzando al encuentro profetizado.
Sólo uma de ellas prevalecerá,
reclamando así la fuerza de ambos,
gobernará el mar, gobernará los cielos
y todo lo que en la tierra ha sido creado.”
Nubilum é o mundo criado pelo Deus Nobak, onde vivem diversas raças. São dois grandes continentes unidos pelo Passo de Gendel e cercado pelos mares de Havin, Idhrin, de Fogo e dos Defuntos.
A raça humana, por sua vez, cercou a parte central deste mundo com uma muralha de 1500 quilômetros, para separar-se das demais raças e criou o reino de Andurien. O reino foi dividido em algumas cidades, sendo que duas possuem saídas para o mundo exterior: Islliat e Erwing.
A história começa em uma das cidades de Andurien, Srimael. Lá, vivem dois garotos. Drael é um garoto de 10 anos. Rebelde, que vive de pregar peças nos outros e cuja família foi destruída pelo desprezo de seu pai e o sumiço de sua mãe. Já Ghaelius é mais novo que ele (tem 7 anos), é chorão e mimado pela mãe, motivo pelo qual sempre é zoado por Drael, que o chama de franguinho (polluelo, no original). Um belo dia, Ghaelius vai, a pedido da mãe, comprar veneno para as pragas que infestam sua horta na loja do misterioso Lekhim, um velho que não se relaciona com as demais pessoas e que vive trancado em sua loja de poções. Lá, Ghaelius não encontra ninguém, mas vê uma esfera que o atrai com seu brilho. Dentro da esfera, vê diversas coisas que mais parecem a previsão do futuro, até ser surpreendido pelo velho, que lhe dá o veneno e manda que ele suma de sua loja.
Voltando para casa, Ghaelius encontra um gnomo, que lhe rouba o dinheiro, o veneno e some. Temendo apanhar da mãe, Ghaelius demora a voltar para casa e, quando o faz, tem nova visão, que se torna realidade. Bárbaros invadem Srimael e promovem uma carnificina, matando todos os cidadãos, exceto o velho Lekhim e Ghaelius, que conseguem fugir. Durante a fuga, percebem que Drael também conseguiu escapar. O velho, então, resolve levar os dois garotos a outra cidade, pois a antiga que eles moravam é apenas lembrança agora.
Chorando a perda da terra e da família, Ghaelius e os outros chegam a Roden e lá começam suas vidas. Lekhim os coloca em uma escola a cargo de um clérigo e logo percebe o quão diferente os dois são. Enquanto Drael é ótimo em trabalhos manuais (principalmente com armas), trata os animais com apreço intenso e é adepto da vida noturna, Ghaelius demonstra um fascínio imenso pela magia, é estudioso e caseiro. Drael, então, vai trabalhar na fazenda de um anão residente em Roden, Solim Stonehead, onde aprenderá até se tornar um grande guerreiro. Seu sonho é ser membro da Ordem da Estrela de Prata, onde os cavaleiros do reino promovem a segurança dos súditos do rei. Já Ghaelius vai para a escola de magia de Odim, grande mago do reino.
Enquanto Drael cresce com armas e tem um romance com a filha do senhor de Roden (Irena), Ghaelius vai se aprimorando cada vez mais com as artes da magia e tem sonhos premonitórios com um garoto um pouco mais novo que ele, que lhe pede que o ajude.
Após saber que tal garoto está preso, Ghaelius vai lá para conversar com ele, mas também acaba preso, vítima de uma armadilha causada pelos guardas de Roden. Drael, agora escudeiro da guarda de Roden, vai lá para liberar o companheiro, mas acaba preso também. Os dois são vítimas de vários interrogatórios a respeito do menino, mas eles não sabem que menino é esse, seu nome, nem por que ele aparece nos sonhos de Ghaelius. Eles pedem que os guardas tragam Lekhim, que pode liberá-los da prisão, mas ninguém sabe quem é esse sujeito, nenhum registro de sua presença por Roden existe.
Os dois garotos são liberados após um acontecimento misterioso na prisão. Vários guardas são nocauteados, a porta é aberta e eles fogem, sem ninguém a lhes perseguir. De volta à escola de magia, Ghaelius ouve de Odim que o misterioso garoto está escondido na escola de magia e se chama Zamhir. Sabe, também, que o rei Ragimund faleceu e que há uma disputa pelo poder para a sucessão real e que sabe-se que Zamhir é o filho do rei e, por isso, legítimo herdeiro ao trono de Andurien. Este é o motivo que bárbaros invadem as cidades e promovem chacinas. Eles querem matar o herdeiro ao trono e fazer com que um de seus senhores assuma o governo. Diante disso, Ghaelius é aconselhado por Odim a fugir com Zamhir, por uma passagem secreta mágica e é isso que o menino faz.
Drael, por sua vez, vai ao encontro de Irena, que espera um filho seu. Também vai fazer sua última tentativa de entrar na Estrela de Prata, já que o tio de Irena é o chefe desta ordem em Roden.
Em paralelo a isso, uma mulher misteriosa começa a persegui-los, conseguindo alcançá-los quando estão cercados por uma horda de bárbaros, a caminho da morte. A mulher é uma elfa Valorian, raça suprema dos elfos, e os ajuda a derrotar os bárbaros. Quando eles estão prestes a agradecer a mulher, ela diz que afastou os bárbaros porque quer matar o herdeiro ao trono e, então, é hora de entrar na zona de spoilers!
ZONA DE SPOILERS
Na verdade, Zamhir não é filho do rei Ragimund, mas fruto de uma pulada de cerca da rainha com um elfo. Este elfo, Denta Gir, é irmão de Minhaz Gir, o traidor dos elfos Valorian. Na língua original, dá para entender o nome original do garoto e a mudança de uma letra, sem mudar o significado, de Zamhir para Zam Gir.
Então, a elfa quer matar Zamhir porque ele é a perpetuação da raça que traiu os elfos. Seu sangue é manchado. Além disso, por não ser filho do rei, não é herdeiro legítimo ao trono de Andurien.
FIM DA ZONA DE SPOILERS
Com isso, Ghaelius decide continuar seu rumo para se tornar um grande mago. Drael não tem seu futuro definido neste primeiro livro. Lekhim é quem encerra esta aventura. A elfa some sem deixar vestígio. A paz em Andurien continua ameaçada.
Nota: 7. Interessante, pero no mucho.
A história mistura um pouco de Senhor dos Anéis, um pouco de Eragon e um pouco de Harry Potter. É divertido de se ler, porém há certas coisas que ficam sem resposta e/ou são ignoradas no decorrer da história. Por se tratar de uma trilogia, é óbvio que nem todas as respostas serão dadas neste primeiro livro, mas fica claro o esquecimento do autor em temas menores.
O fim do livro 1 é exatamente como em uma trilogia. É um final que não termina, mas dá uma continuação. Há mistérios que com certeza serão resolvidos nos livros 2 e 3. Também conta a seu favor o fato de que há uma trama, com reviravoltas, traições e muito mais.
Por ser um livro em espanhol, fica difícil de se entender certas coisas, mas por serem línguas parecidas, não é tão impossível assim de ler. É uma leitura leve, atraente, divertida. Não há tradução para o português e também não há previsão para tal, então se você quiser ler, terá que se virar no espanhol mesmo.
Este livro foi comprado em Buenos Aires. Não há à venda no Brasil. Mas se você for à Argentina, pode procurar a livraria El Ateneo, uma espécie de Saraiva argentina, com quatro lojas em Buenos Aires, sendo duas lojas na Rua Florida, uma na Grand Splendid (na Avenida Santa Fé) e uma em Cabildo; mais três lojas em Córdoba, Rosário e Tucumán. Aconselho a procurarem a da Ricoleta, pois é um teatro que virou livraria, com suas galerias sendo transformadas em seções e o palco do teatro transformado em bar, com mesas para ler, um lugar muito agradável. Neste teatro, você pode encontrar o livro no subsolo.
Postado por Juaum às 12:02 0 comentários
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domingo, 2 de janeiro de 2011
Fundação

• Autor: Isaac Asimov
• Editora: Aleph
• Gênero: Ficção científica
• Ano: 2009
• Número de páginas: 239
• Onde comprar: Martins Fontes, Livraria da Travessa, Artepau Brasil, Saraiva, Cia dos Livros, FNAC, nas melhores livrarias.
“Hari Seldon… nascido no ano de 11.988 da Era Galática: falecido a 12.069. As datas são mais conhecidas, em termos da atual Era da Fundação, como de -79 a 1 E.F. Nascido numa família de classe média de Hlicon, setor de Arcturus (onde seu pai, como reza uma lenda de autenticidade duvidosa, cultivava tabaco nas usinas hidropônicas do planeta), desde cedo revelou uma fantástica habilidade em matemática. Os relatos sobre sua habilidade são inumeráveis e, alguns deles, contraditórios. Dizem que, aos dois anos de idade, ele… … Sem dúvida, suas maiores contribuições foram no campo da psico-história. Quando Seldon começou, este campo era pouco mais do que um conjunto de axiomas vagos; ele o transformou numa ciência estatística profunda… … A maior autoridade existente para saber detalhes de sua vida é a biografia escrita por Gaal Dornick que, quando jovem, conheceu Seldon dois ano antes da morte do grande matemático. A história do encontro…”
Esta história se passa num futuro muito, mas muito distante da nossa realidade atual. A humanidade está vivendo um período de extrema prosperidade. Cresceu absurdamente (cerca de um quintilhão de pessoas) e, hoje, não se limita ao planeta Terra, mas a todo o espaço, dividindo-se em galáxias, todas elas dominadas por um único Império há mais de dez mil anos. A sede do Império é o planeta Trantor. E ninguém neste infinito mundo pensa que este período de prosperidade e calmaria vá passar, exceto Hari Seldon.
Seldon é um matemático, criador da ciência conhecida como psico-história. Esta ciência é capaz de prever o futuro da humanidade através da observação do comportamento humano, da economia e da sociologia. Para tudo Seldon é capaz de dar uma precisão estatística e, como não poderia deixar de ser, ele prevê a queda do Império em trezentos anos e, após isso, a humanidade mergulhará em um período de obscuridade por trinta mil anos. Guerras interestelares, destruição do comércio e o declínio da população. Segundo Seldon, isso é inevitável, não há como mudar a queda do Império e o período obscuro pelo qual a humanidade passará, mas dá para reduzir este período para apenas mil anos.
A solução apontada por Seldon é a criação de uma Enciclopédia Galática que salve o conhecimento já acumulado ao longo dos tempos para que, quando houver a queda do Império, as pessoas possam reerguê-lo. Para isso, Seldon está recrutando os mais importantes cientistas de diversas áreas e de todo o mundo para ajudarem na criação deste exemplar. Este grupo é conhecido como Fundação. Diante da alegação de que o interesse da Fundação é unicamente acadêmico e não revolucionário, os conselheiros do Império resolvem “transferir” (banir) Seldon e a Fundação para o planeta mais distante, no finalzinho da galáxia, Terminus, para poderem trabalhar em paz e terminarem logo este trabalho.
Uma vez lá, Seldon e seu grupo trabalham com afinco para criarem a Enciclopédia Galáctica. Seldon morre antes do término do trabalho, mas grava suas memórias em um cubo digital, chamado de Cofre, que se abrirá cinqüenta anos após sua morte para revelar algumas nuances do trabalho. Quando os cinqüenta anos expiram, o grupo dos acadêmicos mais influentes da Fundação se reúnem para a abertura do Cofre e descobrem que seu trabalho não é somente formar uma Enciclopédia Galáctica, mas sim formar uma sociedade científica que controle os acontecimentos previstos por Seldon, as crises que a humanidade passará (as chamadas Crises Seldon) e o rumo correto que ela tomará após a crise passar.
E é assim que a história vai, pulando de Eras para mostrar como o mundo evoluiu, como as crises foram superadas e quem se aproveitou dela. Primeiro, os enciclopedistas. Depois, os prefeitos que da primeira crise surgiram. Depois, os comerciantes e por aí vai.
Nota: 9. História fantástica!
Fundação é uma história que vai muito além do simples entretenimento. Eleita em 1966 a melhor série de ficção científica de todos os tempos (é uma trilogia), superando Senhor dos Anéis e John Carter de Marte, entre outras.
Impressiona que não é somente a leitura, mas sim o que se extrai dela. Quem fez prova do livro alguma vez no colégio e se irritava com aquela pergunta que dizia “qual a mensagem que o livro passa?” devia ler este livro. Além disso, dá para comparar esta história com fatos da nossa vida atual.
Em um primeiro momento, é nítido o embate entre cientistas, que não querem que o conhecimento seja perdido, e políticos, que querem que a população seja ignorante para a verdade prevalecer em discursos mentirosos. Isso pode ser visto em várias repúblicas atualmente. Depois, passa-se a um choque entre políticos, com golpes e artimanhas, enfim, tudo o que vale para se manter no poder ou ascender a ele.
Mas o que é interessante mesmo é que a história foi escrita em 1951 e retrata a humanidade num futuro distante. Então, o autor lançou mão do que ele achava que aconteceria no futuro, mas que para nós hoje é completamente ultrapassado. Como exemplo, a comunicação não é mais feita por cartas, mas por microfilme. Computadores e tecnologia a laser quase não são notados e o luxo de uma cidade (planeta) é notado quando ela possui energia nuclear.
A contar contra, o excesso de termos científicos no início da história. Se você não for um cientista ou aspirante a tal, fica difícil entender o significado de alguns termos. E, como a história é bem exagerada, com planetas sendo entendidos como cidades e sistemas estelares como estados, não dá para compreender bem a noção de distância pretendida pelo autor, já que ele não usa medidas conhecidas da gente, como metros, quilômetros e jardas.
Também tira ponto na avaliação o fato de a história ser contada em grandes períodos, cheios de reticências. Em um capítulo, Seldon e seu grupo partem para Terminus para preparar a Enciclopédia para o período obscuro que a humanidade está para ver. No capítulo seguinte, séculos já se passaram, Seldon já morreu, o Império já caiu e a história transcorre normalmente, como se nós entendêssemos o que se passou no período, como o autor.
Mesmo com essas coisas complicadas, a história é deliciosa de se ler e, levando-se em conta que ainda faltam dois livros (“Fundação e Império” e “Segunda Fundação”), vale a pena procurar este clássico, abrir o livro e mandar bala!
Postado por Juaum às 15:01 0 comentários
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
Tropa de Elite 2 - O Inimigo agora é outro

Ano: 2010
Direção: José Padilha
Roteiro: Bráulio Mantovani
Gênero: Crime/Ação
Nascimento, dez anos mais velho, cresce na carreira: passa a ser comandante geral do BOPE, e depois Sub Secretário de Inteligência. Em suas novas funções, Nascimento faz o BOPE crescer e colocar o tráfico de drogas de joelhos, mas não percebe que ao fazê-lo, está ajudando aos seus verdadeiros inimigos: policiais e políticos corruptos, com interesses eleitoreiros. Agora, os inimigos de Nascimento, são bem mais perigosos. (Fonte: site oficial do filme)
Sucesso de bilheteria, ultrapassando inclusive o sucesso teen Eclipse e, segundo o próprio site do filme, conquistando o quarto lugar nas telonas brasileiras (incluindo filmes estrangeiros) Tropa de Elite 2 faz jus às suas expectativas. Com toda a certeza, eu digo, é um dos melhores filmes nacionais que eu já assisti, e não fica muito atrás de minhas produções favoritas norte americanas.
O filme é extremamente completo, tem tudo o que um longe de crime/ação precisa:
1º Um inimigo filho da puta. No caso de Tropa de Elite 2 não é só um, são vários. Mas não daqueles que você apenas sabe que é o inimigo e filho da puta, você quer que ele seja torturado e sofra como um filho da puta. Muito bem caracterizados, eles conseguem te deixar nos nervos e isso acaba fazendo com que você torça mais ainda para os mocinhos. Destaque para o ator Sandro Rocha que interpreta o Major Rocha, fazendo magistralmente um vilão que tão cedo eu não esquecerei... e não é só por ter o meu nome e ser a cara do pai da minha namorada.
2º Toque Noir. Flashback, narração filosofada, injustiças, herói decadente, ambigüidade moral, etc. Tudo feito de uma maneira muito boa, que talvez não seja a mais comum aos olhos brasileiros, mas que a meu ver deixa tudo muito mais envolvente.
3º Realismo. Para muitos herói é aquele que mata o inimigo e resolve tudo no final, mas essa não é a realidade em que vivemos. Tropa de Elite traduz muito bem essa realidade, nua e crua, é como se fosse um tapa em nossas caras. Até discuti com um Cabo no exército sobre isso. É realmente necessário mostrar tão bem a realidade assim nas telas do cinema, ou os filmes deveriam ser apenas um passa tempo para aliviar temporariamente os problemas de nossas vidas?
4º Ação agressiva. Sim, é a característica principal de Tropa de Elite. Em sua sequência vemos essa agressividade mudar um pouco. Alguns falaram que o filme é menos violento, o que não deixa de ser verdade, mas ao meu ver ele é apenas violento de outra maneira, mais psicológica. No decorrer do filme, comecei a acreditar que não teríamos mais cenas de ação, parecia um filme mais falado, mas quando menos esperei lá estavam os tiros e corpos deitando. Isso é excelente, não banaliza a ação e acaba deixando tudo mais satisfatório.
5º História inteligente. Gostei muito do enredo. Vai muito alem das características do cinema brasileiro, de tráfico e favela. Tropa 2 conseguiu se aproximar muito de um filme sobre máfia, que é o meu estilo preferido. Homens de terno que tiram vantagens dos mais fracos, cobram taxas de estabelecimentos para serem protegidos deles mesmos, etc. Demorou para os filmes brasileiros sobre crime saírem um pouco das favelas... e vai demorar muito para saírem completamente.
6º Um herói filho da puta. Sim, Coronel Nascimento é foda, muito foda, mas não por ajudar a sociedade e estar do lado do bem e bla bla bla bla. Todo mundo sabe que ele é foda pois é um baita de um filho da puta. O cara é o Jack Bauer brasileiro, onde não quer saber das ordens dos superiores, ele faz o que tem que ser feito para fazer o que é certo. Os fins justificam os meios. Com certeza é o melhor personagem da história do cinema nacional. Alguém discorda?
Preciso dizer mais alguma coisa?
RECOMENDADO!
Nota: 9
Postado por Rocha. às 17:20 3 comentários
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Prato Verão - Habib's
Um prato bem light,para aqueles momentos que você está com muito calor e está de regime.
Preço médio: 10,00
O prato vem com Kibe cru, tabule, homus e coalhada seca ( no caso eu pedi sem o kibe).
É um prato bem saboroso e também vem com pão sirio para voce dividir entre carne e as outras opções do prato,dando destaque para o tabule e homus que são deliciosos com o pão sirio.
Uma otima pedida para os dias quentes e que você está com pressa ,muito serviço e não iria aguentar pegar aquela feijoada super pesada.
Nota Final: 9,0
Postado por Diego às 11:03 6 comentários
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Trilogia Millennium, Livro 1 - Os homens que não amavam as mulheres

• Autor: Stieg Larsson
• Editora: Companhia das Letras.
• Gênero: Romance policial, político e jornalístico.
• Ano: 2009 (7ª edição)
• Número de páginas: 522
• Onde adquirir: Galileu, Martins Fontes, Aratebi, Companhia dos Livros, Fnac, Livraria da Travessa, Saraiva, Siciliano, Wallmart, Submarino e outras livrarias.
“- Ela chegou, suponho. E então, qual é a flor esse ano?
- Não faço a menor idéia. Vou mandar identificá-la. Uma flor branca.
- Nenhuma carta, como sempre?
- Não. Apenas a flor. A moldura é a mesma do ano passado. Uma dessas molduras baratas, do tipo faça-você-mesmo;”
Mikael Blomkvist é um jornalista independente, co-proprietário da revista Millennium, uma revista de cunho político-econômico sueca, cujo intuito é dissecar as grandes empresas daquele país.
Por ser um jornalista conhecido no país, Blomkvist possui grandes amigos, que sempre lhe passam informações quentes. Numa dessas situações, ele recebe informações sobre fraudes que um dos maiores financistas suecos armou para enriquecer. O nome do financista é Hans-Erick Wennerström e este o processa por difamação. O financista ganha a causa e Blomkvist é condenado a pagar-lhe indenização e cumprir 3 meses de prisão, além de ser um baque imenso à sua revista e sua carreira.
Após este caso ganhar a mídia internacional, uma situação paralela ocorre. O advogado Dirch Frode, a mando do grande empresário Henrik Vanger, contrata uma empresa de segurança (Milton Security) para fazer uma investigação particular sobre Mikael Blomkvist. O dono da empresa, Dragan Armanskij, destaca a jovem Lisbeth Salander, uma hacker estranha, de uma magreza quase anoréxica, hábitos estranhos, inúmeros piercings e tatuagens e muito misteriosa. Esta investigadora, apesar de bizarra, é extremamente competente e, após entregar seu relatório final, deixa em Henrik Vanger a certeza de que contratar Blomkvist é a solução para os seus problemas.
Henrik Vanger, então, chama Blomkvist para uma reunião e explica que precisa que Blomkvist trabalhe para ele durante um ano. Diante da recusa dele, Henrik o seduz com uma grande quantia em dinheiro, segredos escabrosos sobre Wennerström e a chance de a poeira baixar, já que a fama de Blomkvist após o processo não é das melhores.
O trabalho que Henrik quer ver feito antes de morrer (ele já está com 82 anos) é o livro da família Vanger e uma investigação para acabar com o mistério que está corroendo-o há muitos anos: quem matou sua sobrinha, Harriet Vanger. Harriet desapareceu misteriosamente durante um acidente na ilha onde a família Vanger morava, que fechou a única via de acesso.
Ao aceitar o trabalho, Blomkvist passa a se dedicar integralmente a descobrir quem matou Harriet e, para isso, precisa destrinchar toda a família Vanger, um clã com grande participação industrial na Suécia e com muitas manchas em sua história. São inúmeros personagens, cada um mais suspeito que outro.
Diante de tantas dificuldades em formar a árvore genealógica da família Vanger e de rever o extenso inquérito policial nunca resolvido, Blomkvist resolve contratar alguém para lhe ajudar e esta pessoa é justamente a hacker Lisbeth Salander.
A partir daí, com os dois trabalhando em conjunto, eles partem para definir este mistério de uma vez por todas, salvar a Millennium (com a ajuda do grupo Vanger) e tramar um contra-ataque a Wennerström.
Nota: 5,5. História fraca!
A história é extremamente cansativa. Por ser sueca, fica difícil entender os nomes, locais e fatos históricos narrados na história. Como se não bastasse isso, a família Vanger é grandiosa e os membros são repassados na história o tempo todo, confundindo bastante. É um tal de “Harriet Vanger disse a Martin Vanger que Isabela Vanger contou a Cecília Vanger que Henrik e Harald Vanger se encontraram com Gotfried Vanger” e, nisso, o leitor já perdeu quem fez o que.
Fora que a trama não é envolvente, não empolga. Enquanto é só Blomkvist na história, o livro é chatíssimo, pois só se vê o personagem pesquisando os antigos livros da família Vanger. Quando a história trata de Lisbeth, fica mais emocionante, com intriga, assédio sexual, violência e vingança. Quando Lisbeth passa a fazer parte da história ao mesmo tempo que Blomkvist, dá uma engrenada boa e até dá para ler.
Com tantos nomes difíceis para decorar, até se esquece das flores emolduradas que Henrik ganha todos os anos. Wennerström nunca participa, sempre é citado, mas parece que não existe. Ele entra e sai da história sem jamais ter aparecido. Se contarmos que este é o inimigo do livro, é difícil de se empolgar com sua ausência.
Por outro lado, várias pessoas ao redor do mundo já leram e elogiaram a história, entre elas Luis Alfredo Garcia-Roza. Pode ser birra de minha parte, mas realmente cansa ler este livro.
A contar a favor do livro, no início de cada capítulo (divididos em datas) há uma estatística sobre violência contra mulheres na Suécia.
É uma trilogia e, pelo pouco que consegui apurar, o segundo livro trata mais de resolver os mistérios da vida de Lisbeth, pois o livro acaba e nós não sabemos por que ela age daquela forma. A julgar pelo conteúdo, “Os homens que não amavam as mulheres” é uma obra que exige muita atenção e que não vale a pena se o leitor não quiser se ater aos mínimos detalhes.
Postado por Juaum às 00:01 2 comentários
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O Comissário Maigret
• Autor: Georges Simenon
• Editora: L&PM Pocket
• Gênero: Policial
• Ano: Variado
• Número de páginas: Variado
• Onde adquirir: Nas melhores livrarias e bancas de jornal
“Lucas, vá até a Brasserie Dauphine e traga alguns sanduiches de queijo e presunto e um copo de chope!”
Julius Maigret é comissário da Polícia Judiciária francesa. Um homem corpulento, mal humorado, que adora fumar cachimbo e tomar um chope, mas extremamente inteligente, sagaz, uma figura imponente.
Seus livros sempre contam um crime que ele tenta elucidar, usando os métodos mais variados, seja um simples interrogatório ou espalhando seus agentes ao redor da Europa para identificar a menor pista. As histórias em si são um pouco pobres. Mas o que falta de emoção, sobra em detalhes. A França das décadas de 30 a 60 é minuciosamente detalhada e dá ao leitor a vontade de continuar lendo o livro, embora a história não esteja tão emocionante. Nas histórias de Maigret, nunca há tiroteio, violência. Costuma-se dizer que sua principal arma é a carteira, que quando ele mostra a alguém, essa pessoa se entrega na hora.
É interessante vê-lo em seu dia a dia no Quai des Orfevres, passando para tomar um chope na Brasserie Dauphine, indo ao Palácio da Justiça ou voltando para casa para comer o delicioso jantar preparado pela senhora Maigret.
Maigret é o investigador/herói francês, assim como James Bond é o herói inglês. Criação do belga Georges Simenon, as aventuras do comissário mais rabugento estão presentes em quase 100 livros, a maioria publicada pela L&PM (que está lançando títulos inéditos no Brasil). Livros de bolso, com 150 a 190 páginas, capítulos entre 10 e 20 páginas, compõem uma leitura fácil e divertida, podendo ser lidos em apenas uma semana. Alguns chamam de “livros para ler no ônibus”, outros chamam de “livros de cagadas” (aqueles que você lê no banheiro).
Para aqueles que não gostam de ler, suas aventuras também viraram filmes, que são exibidos no Eurochannel, sem dia ou hora pré-estabelecido. São complicados, porque são gravações antigas, de 2 horas de duração, com diálogos em francês, mas com legendas (que às vezes somem da tela ou se repetem em falas diferentes).
Por não ser uma análise de um livro só, mas sim de toda uma coleção, não levará nota desta vez, mas é altamente recomendado aos fãs do gênero policial bem trabalhado, mais intelectual do que violento.
Postado por Juaum às 14:30 0 comentários
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